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Chau, Cholo, e obrigado!

Chau, Cholo, e obrigado!

Chau, Cholo, e obrigado!

POR MLAGATTO

As pesquisas de opinião - que davam a Simeone apenas 12% de responsabilidade pela má fase da equipe - e a emotiva despedida da torcida no seu derradeiro jogo contra Huracán demonstraram o que todos vínhamos percebendo há tempos: a responsabilidade maior cabe aos próprios jogadores. Não seria justo, portanto, que Cholo saísse de River como culpado. Assim, a grande nação riverplatense reconheceu a entrega de Simeone, DT privilegiado com um campeonato, o Clausura 2008, em sua primeira temporada em River.

Simeone é um ser humano e passível de erros. Talvez esteja pagando tributo a sua falta de experiência. Mesmo assim, pese a algumas escalações confusas, como quando manda Mauro Rosales de volante pela direita (vs. Defensor), ou substitui Ahumada por Ponzio (vs. Boca), Cholo tentou todas as variantes possíveis na busca do melhor desempenho. O torcedor sabe que a responsabilidade por esta má fase não é de Simeone e sim, primordialmente, dos homens que calçam as chuteiras e vão para o campo.

No River atual, alguns homens que já esgotaram sua quota de erros: Gerlo, Tuzzio, Cabral e Villagra (não surpreende que River esteja último na tabela: eles são praticamente toda a defesa). Nesta linha o único que se salva é Paulo Ferrari, mais por sua constante entrega e seu talento de atacante que propriamente por seus dons de defensor. Na meta, Ojeda está pagando um alto preço pelo seu arroubo ao reivindicar a titularidade quando Carrizo ia e voltava de Roma sem conseguir definir a situação. Ojeda teve responsabilidade direta em vários dos últimos gols sofridos por River, embora uma defesa tão pouco confiável lhe sirva de atenuante.

No meio-campo, Ahumada errou muito mais do que acertou e não deveria ter seu contrato renovado. Ponzio, que costumava cobrir bem essa e outras posições, teve neste semestre algumas partidas infelizes. Abelairas, grande revelação com Passarella, demonstrou não ter pasta para “carregar o time nas costas” quando a coisa aperta. Augusto tem sido um verdadeiro desastre o ano inteiro, e merecedor do apelido, embora contra Chivas, em Jalisco, tenha feito uma partida aceitável. O baixinho Buonanotte, que esta coluna tinha anunciado como provável sucessor de Ortega na criação de jogadas, parece ter sentido além da conta a falta do Burrito e teve vários jogos para o esquecimento.

No ataque, há uma combinação de coisas mal feitas. Primeiro, a tática utilizada não era a mais adequada aos homens em campo. Se, no comando de ataque, há um homem cujo ponto forte é a cabeçada, como Loco Abreu ou o paraguaio Salcedo, é preciso armar jogadas de linha de fundo para colocar a bola cruzada na área. Se não joga com homens abertos pelas laterais, como poderiam ser Rosales e Archubi, a bola somente chegará ao cabeceador frontalmente, justamente a mais fácil de rechaçar para um zagueiro.

Segundo, se há em campo um homem que gosta de encarar e driblar, como Buonanotte, este precisa estar acompanhado por alguém que também goste de tocar a bola, como Mauro Díaz. Não pode ser um centro-avante limitado com a bola nos pés e que perca 9 de cada 10 bolas que recebe.

Em fim, são somente algumas idéias para ajudar a entender esta já por demais prolongada má fase. O próximo que sentar na “cadeira elétrica” de DT de River terá muito trabalho pela frente, e pouco tempo para mostrar serviço.


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