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A história se repete

A história se repete

A história se repete

POR MLAGATTO

O PT de ontem à noite no estádio Jalisco parecia um sonho. River impunha seu ritmo, atacava constantemente, ocupava todos os espaços, passava bem a bola, e não deixava o Chivas jogar. Se até jogadores questionados como Augusto Fernández e Facundo Quiroga estavam fazendo uma boa partida. Parecia que a profecia de Cholo Simeone, de sair de Jalisco classificados, ia finalmente se cumprir.

A Banda consegue o primeiro gol logo aos 2:30PT com uma jogada ensaiada. O escanteio, executado da direita com precisão por Abelairas viaja até o outro extremo da área; de lá, Buonanotte coloca a bola com perfeição no segundo pau do goleiro, onde Gustavo Cabral esperava para converter. Pouco depois, Radamel Garcia desborda pela direita, deixa seus dois marcadores para trás, entra na área e, quando todos esperam o passe, avança e chuta de canhota no primeiro pau. Golaço. Apenas 20PT e River já tinha conseguido a vantagem necessária para passar às semifinais.

Este segundo gol de River foi uma ducha d’água fria no Chivas. A equipe tapatia não conseguia mais alinhavar uma jogada, e nem mesmo passar bem a bola. Os ataques de River continuavam ameaçando a meta de Hernández, que ontem voltou a salvar sua equipe várias vezes. Eu esfreguei as mãos. “Esta noite River goleia”, pensei. Santa ingenuidade.

Dizem que a história, lamentavelmente para River, se repete. Chega o ST, e com ele o mesmo fantasma que desceu no Monumental na noite da desclassificação contra San Lorenzo na Libertadores 2008. Situação idêntica: River em vantagem desde os primeiros minutos de jogo, e com um pé na fase seguinte. Uma noite como para aplicar ao adversário uma goleada histórica, dessas que não deixam dúvidas.

Mas, ao invés de golear, no ST voltam os mesmos incríveis, absurdos erros defensivos que permitem ao Chivas empatar e nos deixar de fora. Mais uma vez, River volta com a desagradável sensação de quem chegou perto, mas não conseguiu; a sensação de quem “morreu na praia”, com se fala por aqui.

Fora certas substituições e tácticas questionáveis, neste e em outros jogos, Simeone não tem culpa dos erros grotescos cometidos dentro de campo por seus comandados. Claro que Cholo poderia ter levado homens de maior qualidade, como Mauro Diaz ou Robert Flores, que aparentemente não estavam nem no banco, mas, como bem frisou Loco Abreu após o jogo, a “responsabilidade por esta nova frustração é dos jogadores”, que ficam sempre muito cômodos quando o DT arca com todas as culpas.

E de alguns jogadores mais que de outros. Por que um homem tecnicamente limitado como Ahumada tenta tirar a bola do mexicano de calcanhar e de costas? Por que Villagra, muito inseguro e que continua com o campo ao contrário, cai em lugar de continuar na marca, e deixa o atacante azteca passar a bola e converter? Por que, somando os perdidos no Monumental e em Jalisco, nossos atacantes somam ao menos sete (7) gols que nos teriam permitido passar às semifinais com folga?

Nada disto é culpa de Simeone, que provavelmente tomará a decisão de sair porque, para qualquer profissional consciente, tamanha vergonha é intolerável.

Nesse plantel há vários homens que não têm nível futebolístico nem presença de espírito para jogar em um clube como River. Como esses jogadores medíocres conseguiram, durante tanto tempo, ter contrato com o CARP é para mim um mistério.


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