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Jogadores em default

Jogadores em default

Jogadores em default

POR MLAGATTO

Em idioma juridiquês, default significa que uma das partes não cumpre com suas obrigações como estipuladas em contrato. A relação de um jogador de futebol com seu clube é similar à de um prestador de serviços. O clube paga um salário, e o profissional presta ao clube o serviço de jogar futebol. O que está acontecendo hoje com o plantel de River é uma situação de default típica: apesar de terem com o clube um contrato assinado, esses homens não estão fazendo sua parte.

Algum mal-intencionado sempre pode alegar que suas obrigações contratuais são “jogar”, e não precisamente ganhar. Pior ainda, então: o que esses profissionais vêm fazendo nem mesmo pode ser considerado “jogar”. Qualquer torcedor sabe que futebol é diversão, e o que esses jogadores nos regalam a cada semana é algo muito triste, digno de lástima.

Conclusão: grande parte dos atuais integrantes do plantel de River tem direitos, mas fazem caso omisso de suas obrigações. Como, que eu saiba, o clube paga os salários em dia, significa que o CARP cumpre com sua parte no contrato. Por outro lado, os jogadores há muito tempo não jogam bem nem ganham jogos. Estão, portanto, em default.

Muitos deles devem ter achado que, depois de ganhar o Clausura, seriam transferidos para clubes da Europa e passariam a ganhar gordos salários em valorizados Euros, em lugar de magros vencimentos em desvalorizados pesos argentinos. Azar deles; nem o clube nem o torcedor têm a ver com isso.

Muitos desses homens deveriam estar muito agradecidos por jogar em River, pois não têm categoria suficiente para tanto e, portanto, não despertam o interesse dos ambiciosos empresários. Ademais, a realidade golpeou forte: logo depois da conquista do Clausura, a crise econômica e financeira mundial se encarregou de desfazer rapidamente os planos de muitos. Hoje diversos clubes europeus já devem estar renegociando contratos para baixo.

A lógica diz que, como homens inteligentes que se supõem que são, deveriam ter-se dado conta logo, posto os pés no chão, e tentado jogar o melhor possível enquanto estão em River. Curiosamente, muitos deles parecem achar que nos fazem um grande favor apenas saindo em campo. Isto é nada mais e nada menos que default, ou seja, quebra unilateral de contrato.

Pois então, quando uma das partes de um contrato entra em default, a outra parte tem todo o direito de suspender os pagamentos até que a parte faltosa regularize a situação.

É exatamente isto que o CARP deve fazer. Está arqui-comprovado que o ser humano somente se mexe quando mexem em seu bolso ou, como dizia minha tia Elsa: “. . . quando a água bate na bunda”.

Por isso, vai aqui minha humilde sugestão ao ilustre presidente Aguilar: a partir deste mês de Outubro, pagamento de salários somente quando voltarem a ganhar.

Vamos ver se as donzelas começam a se mexer ou não. . .


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