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Palpitando o Superclássico

Palpitando o Superclássico

Palpitando o Superclássico

POR MLAGATTO

Pelo que a gente lê por estes dias, Simeone já definiu o time para enfrentar a Boca este domingo no Monumental. E pelo que a gente vê nos foros da LPM, há muitos riverplatenses insatisfeitos com a escalação de certos homens.

Na defesa não muda nada, ou quase, com a escalação de Tuzzio, no lugar de Facundo, ao lado de Cabral na zaga. O torcedor já se acostumou a estas defesas que, não importa quem jogue, às vezes regalam ao torcedor verdadeiros momentos de terror.

No meio-de-campo, o mais discutido é Augusto, que comporá a linha com Ahumada e Abelairas. Alguns acham que seria melhor sair com Ponzio de “duplo 5”. Em teoria, teríamos mais marca do meio para trás, enquanto que com Augusto uma melhor saída para o ataque. Não obstante, Augusto há muito não joga como deveria. Se pelo menos mostrara a eficiência de Lucho já seria muito bom. Para o bem de River, que Augusto reconquiste com brilho a condição de “8” titular que teve com Passarella.

Mesmo com altos e baixos, e embora sem a capacidade de adaptação do polivalente Ponzio, Ahumada é hoje o melhor “5” que River tem. Não obstante, para quem viu jogar a homens da estatura de Raimondo, Merlo, Gallego, Mascherano, o homem de Zárate deixa muito a desejar. Ahumada sentiu muito a repercussão de suas declarações depois do 2x2 com San Lorenzo. Se na ocasião perdeu uma excelente oportunidade de ficar de bico calado, uma boa atuação contra Boca poderá redimi-lo.

Abelairas é o típico bom funcionário: carrega e passa bem a bola, se mostra sempre para receber por seu setor e, acima de tudo, coloca muito bem o balão nas cobranças de falta. Em sua contra podemos dizer que se trata de um jogador burocrático, que não “carrega a equipe nas costas” quando necessário.

Por sua habilidade e genialidade, Buonanotte é o jogador que podemos apontar como sucessor do Burrito Ortega. Sem dúvida, o Enano é o atacante perigoso e rápido que eu quero sempre ter na minha equipe, mas é evidente que não tem a capacidade de liderança do jujeño. É muito jovem ainda e talvez adquira isso com o tempo; se algo não falta a Buonanotte é qualidade. 

Falcao Garcia sofre muito com lesões e em geral tem tido um desempenho pouco estável. Tanto pode fazer uma partida maravilhosa como ter uma tarde para o esquecimento. Mas uma coisa não podemos negar: o colombiano busca sempre o jogo, vai a todas as bolas, e não desiste nunca. Já converteu contra Boca; tomara que domingo volte a dar o grito sagrado.

Sem a ameaça de Loco Abreu, inscrito apenas na Sulamericana, Salcedo tem agora a oportunidade de conquistar a posição. Seu desempenho no comando de ataque dependerá de que se entenda com Falcao e Buonanotte, e de que a bola chegue até ele com qualidade. River sempre teve grandes goleadores estrangeiros: o uruguaio Enzo Francescoli, o chileno Marcelo Salas, o colombiano Juan Pablo Ángel, por citar somente alguns. Pode ter chegado a hora do paraguaio Salcedo.

No banco, não faltam a Simeone boas opções. Flores, Galmarini, Mauro Diaz, Andrés Rios, Mauro Rosales são algumas das cartas com que Cholo conta para mudar quando algo não funciona. Pena que, em cada jogo, o técnico somente possa escalar 11 jogadores e fazer apenas 3 substituições.

O importante é que, seja quem forem os que saírem a campo, o façam imbuídos do espírito de superclássico. Nisto Daniel Alberto Passarella era imbatível: contra Boca seus jogadores sempre se superavam e davam o melhor de si.

Que Cholo Simeone seja capaz de transmitir a seus homens esse espírito guerreiro, essa fome de glória que sobra no torcedor riverplatense.


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