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Uma passagem para o México, por favor

Uma passagem para o México, por favor

Uma passagem para o México, por favor

POR MLAGATTO

Anteontem Chivas de Guadalajara surpreendeu o Atlético Paranaense em plena “Arena da Baixada” em Curitiba, e conseguiu sua passagem às quartas-de-final. O Chivas será o rival de River se "La Banda" fizer seu dever de casa esta noite contra Defensor.

O time tapatio, que fez 1x0 ainda no PT e ampliou a vantagem para 2x0 já no início do ST, chegou a ficar 4x1 com dois belos gols, um de Arellano, num veloz contra-ataque pela esquerda, em que dribla marcador e goleiro e chuta quase sem ângulo para o gol vazio, e outro em uma falta cobrada com perfeição por Santana. Como costuma acontecer, conseguida a vantagem o DT do Chivas tirou seus melhores atacantes. Resultado óbvio: o Chivas perdeu poder ofensivo e não conseguiu mais chegar em contra-ataque. O Atlético mostrou vergonha de perder em casa, foi buscar o resultado e quase consegue: o jogo terminou num dramático 3x4 que classificou a esquadra mexicana.

Hoje à noite, em Núñez, River buscará contra Defensor Sporting sua passagem para as quartas-de-final. Se conseguir, poderá viajar para a linda e histórica cidade de Guadalajara, no estado de Jalisco, terra de mariachis.

Como não podia ser diferente, Simeone reserva para a torcida riverplatense uma surpresa: desta vez entra Mauro Rosales pela direita no lugar do Augusto, que não vem jogando bem e foi expulso no último jogo em Montevidéu. Até aqui tudo bem, não fosse que Rosales jogaria, aparentemente, na posição de “8”.

Sabemos que isto não é possível, simplesmente porque Rosales é ponta e não tem ofício como volante; o mais provável é que Rosales jogue onde sabe, ou seja, pelas pontas para abrir a defesa uruguaia. Assim, nosso meio-de-campo real  estaria formado por Ahumada, Abelairas, Mauro Diaz e Buonanotte, contando com Rosales e Abreu no ataque.

Não é a primeira vez que Simeone põe atacantes para jogar no meio-de-campo. No semestre passado insistiu com a duvidosa variante de pôr Alexis Sanchez de “8” - e este deve ter sido o motivo de o chileno render praticamente nada em seus últimos tempos com a banda.

Atacante jogando no meio-campo é fórmula pouco aconselhável, porque são ofícios diferentes: um volante precisa saber armar jogadas, enquanto que o atacante precisa saber se posicionar para concluí-las. Vejo a Mauro Rosales com capacidade para cumprir a segunda função, mas não a primeira. Quando um jogador é capaz de fazer as duas funções é o que chamamos de “craque” – ao longo de sua rica história River teve muitos deles.

Que o River desta noite seja o mesmo que, há um ano, mostrou vergonha esportiva e com 9 homens virou o jogo de forma espetacular para 4x2 contra o Botafogo, depois de estar perdendo 0x1 e 1x2. E que River seja o time copeiro que em Abril passado goleou sem piedade 5x0 a USM de Peru com “pito catalán” de Abreu incluído.

Esse é o River que todos queremos.


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