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Um triunfo importante. . .

Um triunfo importante. . .

Um triunfo importante. . .

POR MLAGATTO

. . .mas não sem sofrimento. River trouxe de Montevidéu os três almejados pontos e dois gols convertidos como visitante. A vitória teria sido ainda mais completa não fosse o gol em impedimento que árbitro e linha brasileiros – para variar – validaram a favor de Defensor Sporting.

Não sei que jogo viram os colegas Germán Balcarce e Javier García. A vitória de River não foi “sólida” nem “contundente”. River melhorou em relação aos últimos jogos, mas foi uma vitória com dentes apertados. Nosso time sofreu com as bolas alçadas sobre nossa área pela equipe uruguaia. No ST – quando poderíamos ter aproveitado a vantagem para golear a fraca equipe de Defensor – nos deixamos atropelar, não soubemos pôr a bola no chão e impor nosso jogo. É sintomático: quando a gente começa a olhar para o relógio e lamentar que ainda faltem 20' para acabar, como eu fiz ontem, é porque estamos jogando mal.

Defensor é um time com muita entrega, mas pouca qualidade, cuja proposta, a partir da desvantagem, foi fazer “ligação direta” e lançar bolas longas contra nossa meta. Chutaram várias vezes, a maioria para fora, e provocaram várias escaramuças na nossa área. Outra teria sido a história contra uma equipe mais talentosa, como seguramente encontraremos na segunda fase. Não soubemos sair do esquema proposto por Defensor, que poderia ter empatado. No ST, a entrada do movediço La Paglia nos complicou muito; não soubemos recuperar a bola e não conseguimos sair em contra-ataque.

Loco Abreu parece ter lido nossa coluna anterior. Como para calar nossa boca converteu os dois gols da vitória, e o fez como centro-avante clássico, que não perdoa quando tem a chance. Leva já convertidos 9 gols em 9 jogos internacionais, todo um feito. Oxalá continue assim. Fora isso, que não é pouco, e um par de tabelas com Buonanotte, Abreu fez três faltas em seus marcadores, perdeu algumas bolas e pouco participou do jogo. Sem dúvida o torcedor riverplatense preferiria um comandante de ataque mais dotado tecnicamente, mas a função de Abreu é fazer gols e, enquanto os fizer, está tudo bem.

Por outro lado, para Abreu e todo o ataque de River seria mais fácil fazer gols se o time não recuasse tanto como no ST, pusesse a bola no chão, abrisse mais o campo, e jogasse com um pouco mais de inteligência. Isto quase não aconteceu anteontem no Centenário. O segundo tempo foi um sofrimento e jogado quase inteiramente no nosso campo. River não encontrou a bola, e quando a encontrou a perdeu rápido, algo difícil de entender com tanta gente – Ahumada, Augusto, Ponzio – para fazer essa função. Abusamos do passe atrás e facilitamos os ataques de Defensor. Neste River de Simeone todos correm muito, mas o futebol é feio e pouco eficiente. É preciso trabalhar duro para melhorar e retomar o caminho da vitória, na Sulamericana e no Apertura.

A exceção de Cabral, a defesa de novo nos deu sustos. Quiroga rifou muito a bola e até agora não justifica que Simeone o tenha pedido para River. Ferrari é melhor atacando que defendendo; ontem esteve impreciso e distraído, e numa bola atrasada de cabeça para Ojeda quase complica o jogo. Villagra está mais regular que no passado, mas é destro e não consegue ir até a linha de fundo; acaba passando a bola para atrás; quando marca, tem o campo ao contrário. Os técnicos adversários já sacaram esta deficiência, e ontem a equipe do ex-River “Polilla” Da Silva levantou muitas bolas por seu lado.

Em resumo, o problema de River continua estando do meio-de-campo para atrás, justamente onde os erros se pagam caro. Talvez ajudasse se, quando perdemos a bola, os atacantes voltassem marcando para forçar o erro dos adversários. E não podemos recuar tanto: com a bola durante tanto tempo perto da nossa área, como ontem no ST, acabamos fazendo faltas como as de Ahumada e Augusto, que podem nos complicar.

Que este triunfo seja a recuperação da equipe e o primeiro de uma longa série.


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