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Male, male. . .

Male, male. . .

Male, male. . .

POR MLAGATTO

Nesta noite, em que River aposta todas suas fichas da segunda metade do ano na Copa Sulamericana contra Defensor Sporting, leio com preocupação que: a) Loco Abreu foi escalado como titular; b) Mauro Rosales não foi incluído no grupo e nem mesmo viajou a Montevidéu.

A gente se pergunta que esquemas mirabolantes passarão pela cabeça de Cholo Simeone para escalar um centro-avante cuja principal virtude, teoricamente, é a cabeçada, e não escalar um único ponta que possa abrir o campo e jogar a bola na área desde as laterais. Nenhum dos atacantes relacionados por Simeone tem essa característica, sendo Ferrari o único que poderia cumprir essa função e, mesmo assim, apenas pela direita.

No primeiro semestre, e apesar do 33ro. campeonato, os torcedores amargamos um River de futebol apenas sofrível, que perdeu muitos pontos que poderia ter ganhado e, mais uma vez, a eliminação da Copa Libertadores. A Sulamericana não é diferente, no sentido de que se trata de um torneio curto, com jogos de ida e volta nos quais não se pode perder pontos nem, muito menos, levar gols.

Esta coluna, ao tempo que reconheceu suas (poucas) boas intervenções, comentou diversas vezes o jogo de Sebastián Abreu, um jogador veterano, com escasso domínio da bola, e cuja principal característica é ficar estático entre os zagueiros centrais adversários. O uruguaio jogou assim inúmeras vezes com a camisa de River, e a esta altura não deve ter mudado sua forma de jogar.

Supondo que a aposta de Simeone seja o jogo aéreo para aproveitar as cabeçadas de Abreu, deveria então escalar o time com pontas capazes de pôr a bola na área desde as laterais. A escalação de River para esta noite não indica nada disso, mas um River que jogará muito centralizado e terá dificuldades para chegar até a meta de Martín Silva.

Sem jogo pelas pontas, a bolas que Buonanotte, Abelairas, Augusto, Villagra, etc. possam levantar sobre a área de Defensor chegarão sempre frontalmente, facilitando assim a defesa do time uruguaio.

Tomara que eu esteja equivocado, e que Abreu – ao contrário de Alexis Sanchez em Santiago – possa em sua terra natal mostrar todo seu poderio (coisa que até agora não fez).

Como diz o canto da galera riverplatense: “Esta noche cueste lo que cueste. . .”


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