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Acabou a lua-de-mel, Cholo

Acabou a lua-de-mel, Cholo

Acabou a lua-de-mel, Cholo

POR MLAGATTO

Uma recorrida pelos meios revela uma unanimidade surpreendente: todos os analistas coincidem em que este River, além de perder já muitos pontos neste Apertura, joga mal, sem vontade, suas partidas são chatas e sem o futebol vistoso a que o riverplatense está acostumado.

Como sempre acontece nestes casos, a ira do torcedor volta-se quase exclusivamente para o técnico, e não para os jogadores que, em última instância, são os que ganham ou perdem as partidas dentro do campo.

A explicação é simples: sempre foi e será muito mais fácil trocar um técnico do que vários jogadores do elenco. É por esta sina, de ter que carregar as culpas de quase tudo que, ao assinar o contrato, o técnico busca incluir uma cláusula de rescisão que lhe seja compensadora.

Exceto por algumas caras novas – e salvando as distâncias – este River de Cholo Simeone não é muito diferente do de Daniel Passarella: tanto em um como no outro, vários jogadores andam muito abaixo do nível que deveriam exibir para jogar em River. Tanto em uma equipe como na outra, River não faz os gols que poderia, e toma os gols que não deveria. Quando isto sucede, todos apontamos o dedo para o treinador, pois dele seria a culpa de a equipe não jogar como todos queremos.

Mas, é assim realmente? Uma equipe de futebol não é precisamente um modelo de justiça. Um centro-avante pode não jogar bem durante 89 minutos, mas todos esquecerão este detalhe se ele der a vitória ao time numa única jogada feliz. Por outro lado, quando um único erro do goleiro ou do zagueiro acaba em um gol contra, quase nunca esquecemos. O mesmo passa com o treinador: uma substituição errada feita pelo DT será sempre muito mais lembrada que um eventual acerto.

Quando a equipe não joga bem e perde muitos pontos, como o River atual, é responsabilidade do treinador-comandante encontrar a forma de fazer o time jogar. Cholo Simeone teve a imensa fortuna de sair campeão com River – um privilégio de poucos – em sua primeira tentativa. A conquista do 33ro. título lhe deu um crédito que já está se esgotando.

O Apertura está ainda no começo, e River já está a longínquos 10 pontos dos líderes; para alcançá-los, precisaria ganhar 13 dos 14 jogos restantes. A Copa Sulamericana começa para River na próxima semana, com todas as complicações de cansaço e lesões que jogar dois torneios simultâneos significa.

Por tudo isto, podemos dizer que, se alguma vez existiu, a “lua-de-mel” de Cholo Simeone com a torcida riverplatense já acabou. Para Cholo Simeone e seus comandados, é melhor começar a acertar as coisas e rápido.


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