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Parece jogo de azar

Parece jogo de azar

Parece jogo de azar

POR MLAGATTO

Confesso que não entendo muito essas propostas táticas dos treinadores ditos “modernos”. Como alguém pode parar um time nas formações 4-2-3-1, 4-2-2-2, ou 4-3-1-2 será sempre uma incógnita para mim. Esses DTs, não terão se contagiado do futebol americano, aquele jogo que, apesar de se chamar futebol, se joga com as mãos e no qual, antes de iniciar uma jogada, ficam falando um monte de números?

Qualquer formação que fuja dos tradicionais 4-3-3, 4-4-2, ou do já modernizante 3-5-2, será para mim um desperdício de tempo e energia. Vamos aos fatos:

No semestre passado, apesar do título, sofremos porque nosso DT insistiu com uma formação na qual o centro-avante Abreu, além de ser “de madeira”, ficava isolado lá na frente; atacantes netos, como Radamel Garcia e Alexis Sánchez, precisavam disputar a bola no meio-campo em lugar de jogar no ataque, ou quase não jogando, como Rosales; volantes como Ponzio foram muitas vezes improvisados na defesa; meio-campistas talentosos, como Augusto, Abelairas e Archubi, com capacidade para criar jogadas e abastecer os atacantes, jogaram quase sempre muito recuados e receberam cartões amarelos por faltas desnecessárias. E como já é costume, defensores como Tuzzio, Gerlo e outros nos fizeram passar por alguns momentos de terror.

A notícia hoje é que, contra San Lorenzo, Ponzio provavelmente vai de marcador central, ou “2”. Não consigo entender isto, a não ser que Simeone tenha algum ás na manga. Ponzio é muito eficiente na posição “5”, na frente da zaga, para recuperar a bola no meio-de-campo; com Ponzio como zagueiro central, nessa função vital para o time Ahumada ficará isolado e, muito provavelmente, sobrecarregado.

Numa formação típica 4-3-3, eu poria: Ojeda; Ferrari, Gerlo, Tuzzio e Villagra; Ponzio ou Ahumada, Abelairas e Buonanotte; Rosales, Salcedo e Radamel Garcia. E, se houver uma preocupação maior com a recuperação da bola no meio-de-campo, uma típica formação 4-4-2 seria: Ojeda; Ferrari, Gerlo, Tuzzio e Villagra; Ponzio, Ahumada, Abelairas e Buonanotte; Rosales ou Salcedo e Radamel Garcia.

Algumas precisões: Buonanotte é o substituto natural de Ortega (e tomara que não seja vendido). Para poder cumprir esta função, precisa contar com uma formação que o proteja da violência adversária, companheiros em quem descarregar rapidamente o passe, sem ter que transportar demasiadamente a bola. Ahumada aporta muita entrega, mas tem altos e baixos, comete muitas faltas, e corre sempre o risco de levar um cartão vermelho. Por isso, é importante contar com Ponzio, para ajudar a recuperar a bola.

Quando Augusto voltar da lesão, será preciso encontrar para ele um lugar no time titular. Ainda não vi jogar aos recém incorporados, por isso não me animo a opinar muito. Mas não importa, somos todos técnicos.


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