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Alegria não tem fim – mesmo!

Alegria não tem fim – mesmo!

Alegria não tem fim – mesmo!

POR MLAGATTO

Com esta frase, entre outras, o riverplatense fez a festa domingo no Monumental. O comentarista brazuca ainda se perguntava se a frase em português não seria uma alusão ao Fluminense. Que crueldade!

Emocionante a festa de River nesse maravilhoso palco lotado e vestido com as cores que mais combinam: branco e vermelho (além de azul-celeste e branco, claro). Depois do triunfo por 2X1 sobre Olimpo, o torcedor presente ao estádio ainda precisou esperar uns poucos minutos - que pareciam intermináveis – com o ouvido colado aos mp3, pelo fim do jogo de Estudiantes. A essa altura um gol do Pincha era impensável e não aconteceu.

É o futebol, que sempre dá revanche. River campeão, por 33ra. vez, e com uma rodada de antecedência. Nada mal, não é?

É evidente que Simeone é um homem do destino, alguém tocado pela varinha da fortuna. Como DT, dois campeonatos argentinos em dois anos. O primeiro, em 2006, dirigindo Estudiantes, time “pequeno”, naquela inesquecível seqüência de partidas finais contra Boca. E o outro, nada menos que dirigindo a River, o nível máximo a que alguém pode aspirar na Argentina. Recorde invejável.

River campeão não se discute (aos que querem nos desmerecer, que ganhem 33 e depois falamos). Porém, não é secreto para ninguém que esta equipe de Simeone joga um futebol às vezes feio e que não nos poupou de alguns desgostos. Não vou repetir o já dito, mas o que o torcedor de River quer, ademais de ganhar, é gostar e golear. Claro que nem sempre é possível.

Como disse na coluna anterior, River pode agora planejar o 2do. semestre sem estresse. Alguns jogadores perna-de-pau precisam ir embora, e deixar seu lugar a gente com um pouco mais de talento, mais dignos de nossa camisa. Outros, um pouco desgastados no clube, poderão buscar outros horizontes. River deve agora contratar bons profissionais de outros times da Argentina, ou até do exterior, mas sem pensar em craques do passado que querem terminar suas carreiras na Europa. Tem muito jogador que daria a vida pela oportunidade de vestir a banda vermelha sobre o peito.

Agora, é preciso se preparar para voar em nível continental. São torneios curtos, com jogos eliminatórios (e não de “pontos corridos” como o Clausura), em que os jogadores precisam ficar ligados o tempo todo. Um descuido pode significar a eliminação (como sabemos). Sem dúvida, ganhar a Sulamericana 2008 – este deve ser o objetivo imediato - vai deixar o torcedor riverplatense muito contente, e pode até servir de ensaio para a Libertadores 2009.

River demonstrou, mais uma vez, que é possível. Sonhar é permitido.


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